Lucas de Castro Lisboa
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Já dançou com o diabo à luz do luar?
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Descrição
Versos, imagens, prosa... Devaneios, ideias, conflitos Pensamentos muitos pensamentos



28/12/2004
Por uma alma tão nobre
Lucas C. Lisboa

Acostume-se co'as lágrimas mais daninhas
por vislumbrar os domínios das secas vinhas
ou, quiçá, ricos palacetes tão vazios
mas que afundam-se nos lamacentos rios

De nada serve fuga às terras vizinhas
malgrado, o caminho é de vagas linhas
apenas verá campos de falseados cios
no descanso, só jazigos serão macios

Tome, pegue este vinho que te pertence
beba e aprecie tão singular horizonte
que foi pintado com requinte viceral

Não terá leito que seu esforço compense
Anda onde é cega a luz e seca a fonte
bailes, prantos, banquetes, rotina banal.

15:37

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23/12/2004
Outro dia peguei o ônibus circular SC02 para ir ao Detran afim de requer os documentos aos exames médico e psicotécnico de modo a iniciar minha caminhada rumo à carta de motorista.

Dentro do ônibus tive uma grata surpresa, uma medida extremamente genial em prol da cultura Brasileira, textos diversos e de grande qualidade presos aos bancos.

Nada demais à primeira vista, apenas textos jogados um tanto displicentes até, no entanto, acredito que seja uma forma muito eficiente de propiciar a leitura em massa.

Mas como as massas não vão à cultura nada mais adequado que a cultura vá até as massas, ainda mais de modo tão sorrateiro e portanto indolor, os civis nem percebem que lentamente estão desprendendo-se duma simplória ignorância.

Tal displicente ato deveria se espalhar por todo e qualquer lugar público é muito mais proveitoso e barato que uma televisão.

21:07

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06/12/2004
Está tudo se acertando. Mantenho minha neutralidade com quem não me dá motivos para ir além disso para qualquer lado.
Estabilizando o emocional, um pouco de racionalização é boa para acalmar.
Felicidade não é só vislumbre ou justificativa para um sofrimento como promessa para ela... Acredito que haja uma dada realidade.

Um quarto de hora
Lucas C. Lisboa

Janelas abertas, portas trancadas,
terceiro andar donde não há paisagem.
Folhas brancas, idéias espalhadas,
origami trazido duma viagem.

Lâmpadas acesas, taças quebradas,
manchas fluorescentes tal miragem.
Canetas diversas, cartas lacradas,
livros atentados numa passagem.

Espelhos, mil espelhos nas paredes,
todos refletem o riso nervoso.

Espelhos, mil espelhos nas paredes,
todos devolvem o pranto ardoroso.

Espelhos, mil espelhos nas paredes,
todos engolem o pequeno gozo.


O Fanático
Lucas C. Lisboa

Por não duvidar
Sem qualquer exitação
caminha pelo ar


O suicida
Lucas C. Lisboa

Caminhou sem eco
Sorriu e falou sem voz
Jogou-se da ponte

09:39

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