Lucas de Castro Lisboa
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Já dançou com o diabo à luz do luar?
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Descrição
Versos, imagens, prosa... Devaneios, ideias, conflitos Pensamentos muitos pensamentos



01/12/2004
Faz tempo que por aqui não apareço. Tudo bem, não há mesmo público ou apreço. Por vezes até da prosta inicial me esqueço.
Adoro os cachorros que correm atrás dos carros... Meu pai sempre para o carro quando um desses vem correndo e latindo seguindo-o. Nunca vi algum sequer morder a roda.
Eu não sou de pedir desculpas, talvez seja ignorancia minha. Mas tanto faz, lavo minhas mãos para as questões alheias...
Esperava algumas ocorrencias de modo bem distinto, talvez pura ilusão. Talvez medo de buscar algo concreto. Ou receio de colocar os queridos grilhões, em forma de joia rara, ao pescoço, dedos e pulsos.
Acordos irrealizáveis. Mentes instáveis. E nem mesmo um soneto escrevi nessas duas últimas semanas.
Preciso voltar a escrever, urgentemente eu diria.

16:06

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18/11/2004

Algumas mínimas horas. É tudo que eu tenho alguma noção próxima d'uma certeza. É meu desejo sim, mas meu medo também não está tão longe assim.
Mas aprendi que nunca é questão de poder é apenas o desejo que pode guiar à alguma felicidade.

Quero deleite, quero algum momento mágico.

Tenho andado bem feliz, alguns problemas sim creio que não seria possível estirpá-los assim. Mas estão para serem resolvidos, todos encaminhados para suas respectivas soluções.

E agora apenas pela dictomia, para não ser assim tantas rosas... Deixo algo que é apenas engraçado.

Reencontro Inesperado
Lucas C. Lisboa

Eu não desejo essas culpas.
Eu não tenho qualquer mágoa...
Eu não espero desculpas.
Eu não quero um copo d'água!

08:07

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08/11/2004
Apenas lirismo. Nenhuma verdade, nenhum desabafo. Hoje não...


A flor deixada.
Por: Lucas C. Lisboa

Ela, com seus olhos palidamente castanhos, percebeu que sobre a mesa de granito o vaso, de vidro esverdeado, fosco e formato angular, somente portava uma única flor plástica d’uma tonalidade avermelhada. Quando finalmente concebeu a tal singularidade três lágrimas alcançaram a sua boca.

Ao chão de tacos, de madeira escura, mas muitíssimo polida, ela sentou-se de olhos fechados, apertados até, e lábios contraídos. Levou suas delicadas mãos, de unhas curtas, mas bem cuidadas, aos seus cabelos, que decerto eram tingidos de amarelo, segurando-os trêmulamente. Então se deitou letargicamente, eriçando cada pelo de seu corpo devido ao frio contido no piso em contato com o calor do seu desnudo dorso.

Deu um longo suspiro, apertou seus olhos uma última vez e novamente estava a observar o mundo externo à suas pálpebras. Fitava o teto, de um branco riscado por algumas rachaduras superficiais que nem sequer formavam algum padrão. Mais duas lágrimas, dessa vez caindo ao chão.

Esboçou em sua boca algo que poderia ser chamado de meio sorriso e abraçou-se, passando teus braços por sobre seu busto mínimo e suas mãos alcançando seus ombros franzinos. Fechou novamente seus olhos e os lábios mordeu depois de murmurar palavras inauditas.


A minha vaidade como Poeta
Lucas C. Lisboa

Pedir desculpas por minha existência?
uma bela tragi-comicidade!
até, quem sabe, sinal de demência!
do artista da mais pura vaidade...

Meus versos desconhecem inocência,
cheios de ironia e de verdade.
Minhas palavras exalam dolência,
brindo toda sorte de qualidade!

Gosto de estranho ser em qualquer meio...
Arte em frases é matéria que esculpo!
e erros meus ou de outrem não desculpo.

Pouco importa qualquer desejo alheio.
eu por prazer, dos verbos feios abuso!
pois, para mim, torno belos ao uso!



13:33

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